E-Book Comer Amor – Receitas Vegetarianas

 Obrigada por apoiarem o e-book Comer Amor que foi lançado em Setembro de 2017, por uma quantia simbólica a partir €1. Clique no botão PAYPAL e seleccione o donativo que achar justo.

O livro contém 111 páginas de receitas vegetarianas, sem imagens. No total são 9 capítulos, com os seguintes temas:

2- Vegetais: os super heróis do prato

3- Leguminosas e pseudo-cereais : proteínas que nos amam

4- Cogumelos e mais cogumelos: são, mesmo, mágicos

5- Leite de sementes e frutos secos: alternativas aos lacticínios

6- Pão

7- Sobremesas e Doces

8- Molhos e dippings : sabor, cor e amor.

9- Os meus favoritos Cozinhas do Mundo

10- Fermentados : novos amores

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primeiro capítulo, introdução, segue abaixo para vos explicar um pouco o que é e o que não é este livro. Atenção que o livro não tem ilustrações nem fotografias.

Obrigada <3

 

comeramorcover

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Introdução

Gostava de começar este livro dizendo que não sou fundamentalista e que a minha alimentação não é limitativa. Como de tudo um pouco embora mantenha uma proporção reduzida de alimentos de origem animal na minha dieta. Porque me sinto melhor desta forma, porque acredito que é a forma mais saudável de me alimentar e porque acredito que é mais sustentável para o planeta. No entanto, não acredito em extremismos e sinto que uma alimentação limitativa é muito mais difícil de manter e seguir e penso que mais vale comer de tudo um pouco, com moderação, do que optar por um estilo de vida que depois se torna difícil de manter.

Este livro contém alguns produtos de origem animal, como ovos e mel, em algumas receitas. Este livro não é, também, um manual de alimentação vegetariana, mas sim, um guia de inspiração para quem quer ter uma alimentação mais saudável e tenta, também, ser inspirador no que toca a descobrir novos sabores, sabores que marcaram o meu percurso como cozinheira e viajante do mundo.

Atenção que nem sempre uma alimentação vegetariana é a mais saudável e não precisam de gasta rios de dinheiro nas lojas de alimentação saudável para terem uma boa alimentação. Com ingredientes simples de de fácil acesso, é possível comer bem e com muito sabor.

Espero que vos inspire a transitar, que vos dê ideias para comerem menos produtos de origem animal, que vos ajude a começar a explorar a culinária vegetariana e que desmistifique um pouco a ideia de que isto é tudo uma grande complicação. Claro que vão haver pratos mais complicados para quando se sentirem aventureiros, ingredientes esquisitos de outros cantos do mundo mas isto faz parte da magia da cozinha, explorar, conhecer, viajar com o olfato e paladar.

Nestes últimos anos temos assistido a uma muito bem-vinda tendência entre consumidores e cozinheiros: a alimentação saudável. Estamos a compreender que temos que voltar um bocado às origens se queremos manter-nos, e ao planeta, saudáveis mais tempo.

Livros de culinária vegetariana e vegana têm aparecido como lindos cogumelos mágicos nas prateleiras das livrarias por todo o mundo, e são verdadeiros sucessos de venda. Isto deixa-me muito contente e muito optimista com o que aí vem para nós, humanos.

Esta tendência mostra uma consciencialização tanto dos consumidores, dos produtores e dos cozinheiros de que a comida é mesmo muito importante.

É todos aqueles clichés de que somos o que comemos e de que comemos o que somos e outras coisas com mais ou menos sentido. Mas é impossível não admitir a tamanha importância que a alimentação tem na nossa saúde e na saúde da Terra. 

É por isso que estamos a assistir a esta maravilhosa enchente de livros de culinária vegetariana e vegana: as gerações do futuro já não querem estar em desconexão com os seres que habitam o planeta. Querem aprender sustentabilidade e isso pode começar e acabarno prato. 

Para além destas questões, estamos também a entender que muitas das doenças modernas que nos assolam a taxas assustadoras são, provavelmente, causadas e agravadas pela nossa alimentação.

Como com todas as modas, há sempre alguns perigos. Nomeadamente, o sistema que gere a produção alimentar está sempre a tentar equilibrar-se e segue estas tendências, muitas vezes, com bastante desinformação pelo meio e tirando proveito destas modas para nos impingir uma série de produtos com chavões apelativos como : “ sem açúcar”, ou “sem glúten” ou “ vegetariano” e depois vai-se a ver os rótulos e estão cheios de aditivos piores que o glúten e/ou o açúcar.

Tudo isto também causa confusão nos consumidores e depois parece muito complicado escolher o que comer e o que cozinhar porque parece que já não se pode comer nada. Mas pode-se comer muita coisa.

Na verdade, a regra até é simples: manter uma alimentação saudável é tentar manter as nossas escolhas alimentares o mais simples possível. Alimentos o menos processados possível, o mais perto do seu estado natural. Muitos legumes, coisas sem rótulo, nada de açúcares reinados e coisas processadas. Outra vez, os processados não são nossos amigos. Muito importante é também seleccionar produtos locais, de época. O que há em abundância em determinada altura do ano, no local onde habitamos, é no que devemos basear a nossa alimentação.

E atenção, uma receita vegetariana não é necessariamente mais saudável que uma omnívora. É bem menos cruel, na minha opinião, mas nem sempre mais saudável. O que é bom é o que não tem lista de ingredientes. O que é bom é produtos da terra, sem muitos truques químicos, o mais naturais possível. E há tanta tanta coisa que se pode comer!

Quanto às carnes e aos peixes, são deixados de parte neste livro pois considero que na sua grande maioria, são mais nocivos do que benéficos para a saúde. Mas eu não sou nutricionista nem me sinto com autoridade para vos dizer o que devem ou não comer mas é a minha convicção, corroborada pela minha aprendizagem e estudos pessoais, que estamos todos muito bem sem precisar de matar outros seres e dilacerar os recursos do planeta para nos alimentamos. 

Para além do mais, grande maioria destes alimentos são pouco saudáveis. Se tiverem mesmo que comer animais, escolham animais bem tratados em vida, o mais selvagem possível, alimentados biologicamente caso contrario e usem isso como uma ocasião especial, como algo que se faz em situações especiais, como viagens, situações inevitáveis ou como uma iguaria rara.

Neste livro vou dar-vos algumas das minhas receitas saudáveis favoritas e ensinar-vos que saudável não quer dizer sem sabor. De facto, quanto mais simples e inteligente é a elaboração de um prato, mais o sabor dos alimentos, o verdadeiro, pode brilhar.

Vou deixar-vos receitas de pães sem farinhas refinadas, sobremesas deliciosas que ninguém vai acreditar que não têm açúcar e uma data de ideias de coisas boas para cozinharem com vegetais, leguminosas, cogumelos e ainda um capitulo dedicado a receitas étnicas, de vários cantos do mundo.

Nesse capitulo, que me é muito especial, deixo alguns clássicos que vos vão abrir também horizontes para novos sabores. Os asiáticos principalmente, que são mestres da culinária vegetariana, têm muita inspiração para dar. Espero que este capitulo vos faça aventurar mais em sabores inesperados e que vos dê vontade de viajar!

Obrigada por estarem a tentar ter uma alimentação mais cuidada. O mundo agradece. 

Até já,

Vera